XIV
JOHN
A empousa pulou em mim e me cortou na bochecha com suas garras.
- Finalmente, alguma comida! Kelli não me deixou voltar ao mundo humano, quem se importa? - E virou-se para mim. - Você me parece ser um ótimo jantar.
Eu não achava minha adaga. Deveria estar em meu cinto, mas não estava. Então, golpeei-a no olho, um golpe perfeito. A empousa uivou de dor e raiva.
- Ai! Você está abusando de minha boa vontade! - Ela estava prestes a me atacar de novo, mas parou, com os olhos verdes arregalados.
Pareceu como se ela nunca tivesse existido. Ela explodiu em pó amarelo, e atrás dela estava a Carolya com sua espata.
- Como você consegue?
- O que foi? - Ela guardou a espata.
- Esfaquear tudo sem hesitar. Não mostrar sentimentos nem na luta nem na vida real. Como é possível?
- Sentimentos... - Ela me deu a mão para eu me levantar. - Eu não amo nem odeio ninguém. Não tenho sentimentos por ninguém. Acho que é por isso, não sei. Agora comece a pensar no que faremos e pare com tantas perguntas inúteis, precisamos sair do Tártaro rápido. Nem sabemos em que tipo de encrenca os outros se meteram.
Ela falava como se aquele beijo nunca tivesse ocorrido. Não podia culpá-la, mas, não sei se foi pela pressão ou seja lá o que fosse possível, eu fiquei com raiva. Como assim, ela não tinha sentimentos por mim? Ela nem me amava como amigo? Aquilo realmente machucou. Pensei no quanto ela foi ingrata em sete anos de amizade. Pensei em quanto ela me dava foras na frente da galera. Isso era realmente chato.
- PARE! - Gritei mais alto do que desejava.
- O que foi agora? - Ela cruzou os braços e me olhou com uma expressão calma. Mas algo no fundo de seus olhos dourados estava queimando.
- Claro que você tem sentimentos!
- Então você não me conhece.
Fiz uma pausa para assimilar as coisas. Ora, claro que conhecia! E muito bem! Sabia o que a matava de tristeza ou raiva. Sem pensar, arranquei o pingente de cruz de seu pescoço.
Ela me olhou com os olhos arregalados e a boca tremendo.
- Não te conheço? Mesmo? - Dei a ela o pingente. - Eu sei tudo sobre você.
Ela o soltou, fazendo-o cair no chão. Continuava com os olhos arregalados, prestes a chorar, mas não o fez. Em vez disso, deu meia-volta e andou devagar à uma direção qualquer.
- Sua primeira missão de verdade está te deixando louco - Ela parou antes de sumir na escuridão. - E eu que pensei que éramos amigos.
Então, ela saiu correndo e desapareceu. Não a segui, estava atônito demais.
Peguei o pingente no chão e comecei a chorar. E reparei o quanto fui burro naquele dia.
Eu não achava minha adaga. Deveria estar em meu cinto, mas não estava. Então, golpeei-a no olho, um golpe perfeito. A empousa uivou de dor e raiva.
- Ai! Você está abusando de minha boa vontade! - Ela estava prestes a me atacar de novo, mas parou, com os olhos verdes arregalados.
Pareceu como se ela nunca tivesse existido. Ela explodiu em pó amarelo, e atrás dela estava a Carolya com sua espata.
- Como você consegue?
- O que foi? - Ela guardou a espata.
- Esfaquear tudo sem hesitar. Não mostrar sentimentos nem na luta nem na vida real. Como é possível?
- Sentimentos... - Ela me deu a mão para eu me levantar. - Eu não amo nem odeio ninguém. Não tenho sentimentos por ninguém. Acho que é por isso, não sei. Agora comece a pensar no que faremos e pare com tantas perguntas inúteis, precisamos sair do Tártaro rápido. Nem sabemos em que tipo de encrenca os outros se meteram.
Ela falava como se aquele beijo nunca tivesse ocorrido. Não podia culpá-la, mas, não sei se foi pela pressão ou seja lá o que fosse possível, eu fiquei com raiva. Como assim, ela não tinha sentimentos por mim? Ela nem me amava como amigo? Aquilo realmente machucou. Pensei no quanto ela foi ingrata em sete anos de amizade. Pensei em quanto ela me dava foras na frente da galera. Isso era realmente chato.
- PARE! - Gritei mais alto do que desejava.
- O que foi agora? - Ela cruzou os braços e me olhou com uma expressão calma. Mas algo no fundo de seus olhos dourados estava queimando.
- Claro que você tem sentimentos!
- Então você não me conhece.
Fiz uma pausa para assimilar as coisas. Ora, claro que conhecia! E muito bem! Sabia o que a matava de tristeza ou raiva. Sem pensar, arranquei o pingente de cruz de seu pescoço.
Ela me olhou com os olhos arregalados e a boca tremendo.
- Não te conheço? Mesmo? - Dei a ela o pingente. - Eu sei tudo sobre você.
Ela o soltou, fazendo-o cair no chão. Continuava com os olhos arregalados, prestes a chorar, mas não o fez. Em vez disso, deu meia-volta e andou devagar à uma direção qualquer.
- Sua primeira missão de verdade está te deixando louco - Ela parou antes de sumir na escuridão. - E eu que pensei que éramos amigos.
Então, ela saiu correndo e desapareceu. Não a segui, estava atônito demais.
Peguei o pingente no chão e comecei a chorar. E reparei o quanto fui burro naquele dia.